#GLOSS_03.1 — REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
Período: Antiguidade (até 476 d.C.)
Organizadas por ordem alfabética do sobrenome do autor (ou obra quando anônimo)
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APOLÔNIO DE RODES (séc. III a.C.)
Argonauticas. Tradução de M. L. G. de Almeida. São Paulo: Editora Unesp, 2017.
· Citação em: #SYM_I.1
· Conceito: Talos, o gigante de bronze autômato que patrolhava Creta. Primeiro exemplo literário de criatura artificial com agência autônoma.
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ARISTÓTELES (384-322 a.C.)
Política. Tradução de M. C. G. dos Santos. Brasília: Editora UnB, 1985.
· Citação em: #SYM_I.1 (menção)
· Conceito: Discussão sobre escravos autômatos como solução para a divisão do trabalho. Antecipação da ideia de ferramentas inteligentes.
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HOMERO (séc. VIII a.C.)
Ilíada. Tradução de F. Lourenço. São Paulo: Companhia das Letras, 2018.
· Citação em: #SYM_I.1
· Conceito: Autômatos de Hefesto — servas de ouro com "mente e voz". Primeira descrição ocidental de criaturas artificiais.
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PLATÃO (428/427-348/347 a.C.)
Mênon. Tradução de M. T. S. Azevedo. Brasília: Editora UnB, 2008.
· Citação em: #SYM_I.1
· Conceito: Estátuas de Dédalo que precisavam ser amarradas para não fugirem. Metáfora do conhecimento como algo que precisa ser "fixado" para não escapar.
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SIMA QIAN (145-86 a.C.)
Registros do Historiador (Shiji). Tradução de W. H. Nienhauser. Bloomington: Indiana University Press, 1994.
· Citação em: #SYM_I.1
· Conceito: Registros de músicos autômatos na corte do imperador Qin Shi Huang. Evidência da tradição chinesa de autômatos.
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Resumo do Período Antiguidade
Autor Obra Ano (aprox.) Conceito central para Symbiosynapsia
Apolônio de Rodes Argonauticas séc. III a.C. Talos — autômato guardião
Aristóteles Política séc. IV a.C. Escravos autômatos (proto-ferramenta)
Homero Ilíada séc. VIII a.C. Autômatos de Hefesto
Platão Mênon séc. IV a.C. Estátuas de Dédalo
Sima Qian Shiji séc. I a.C. Autômatos na China antiga
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Fim do #GLOSS_03.1
Aguardando comando para #GLOSS_03.2 (Período Medieval)
#GLOSS_03.2 — REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
Período: Medieval (476 d.C. - 1453 d.C.)
Organizadas por ordem alfabética do sobrenome do autor
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AL-JAZARI, Ibn al-Razzaz (1136-1206)
The Book of Knowledge of Ingenious Mechanical Devices (Kitab fi ma‘rifat al-hiyal al-handasiyya). Tradução e anotações de Donald R. Hill. Dordrecht: D. Reidel Publishing Company, 1974. [citação:3]
· Citação em: #SYM_I.1, #GLOSS_01
· Conceito: O mais importante tratado de engenharia de autômatos do período medieval. Descreve mais de cinquenta dispositivos mecânicos, incluindo relógios de água, elefantes-relógio, músicos autômatos e servos mecânicos. Representa a transição do "sonho" para o "projeto" na proto-Symbiosynapsia.
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BACON, Roger (c. 1219-1292)
Legendas e relatos medievais sobre sua "cabeça de bronze falante" (ver Truitt, 2015; Borlik, 2016). [citação:1][citação:5][citação:9]
· Citação em: #SYM_I.1 (menção)
· Conceito: Segundo as lendas medievais, Bacon teria passado sete anos construindo uma cabeça de bronze que profetizava. A lenda exemplifica a tensão medieval entre conhecimento técnico (importado do mundo islâmico), magia astral e limites éticos da criação de artefatos inteligentes.
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GROSSETESTE, Robert (c. 1175-1253)
Legendas sobre sua criação de uma "cabeça falante" (ver Truitt, 2015). [citação:1][citação:5]
· Citação em: #SYM_I.1 (menção)
· Conceito: Bispo de Lincoln, cientista e filósofo. Segundo lendas medievais, teria criado uma cabeça mecânica que profetizava. Representa a associação entre erudição científica e criação de autômatos no período medieval.
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HERBERT DE AURILLAC (Papa Silvestre II) (c. 946-1003)
Legendas sobre sua "cabeça-oráculo" (ver Truitt, 2015; William of Malmesbury). [citação:1][citação:5]
· Citação em: #SYM_I.1 (menção)
· Conceito: Segundo o cronista William of Malmesbury, Herbert teria criado uma cabeça que respondia perguntas com "sim" ou "não" usando conhecimentos obtidos de um livro árabe. Simboliza a circulação de conhecimento técnico entre o mundo islâmico e a Europa medieval.
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HILL, Donald R. (1922-1994)
Translator and Annotator of al-Jazari's "The Book of Knowledge of Ingenious Mechanical Devices". Dordrecht: D. Reidel Publishing Company, 1974. [citação:3]
· Citação em: #SYM_I.1
· Conceito: Historiador da tecnologia britânico que traduziu e anotou a obra completa de al-Jazari para o inglês, tornando-a acessível à academia ocidental. Sua introdução contextualiza a tecnologia islâmica pré-moderna.
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TRUITT, E. R. (Elly) (contemporâneo)
Medieval Robots: Mechanism, Magic, Nature, and Art. Philadelphia: University of Pennsylvania Press, 2015. (Middle Ages Series) [citação:8]
· Citação em: #SYM_I.1
· Conceito: Estudo abrangente sobre autômatos medievais no Ocidente latino. Examina desde "cabeças falantes" associadas a Gerbert de Aurillac, Roger Bacon e Robert Grosseteste até autômatos em textos literários e página de corte. Argumenta que os autômatos medievais levantavam questões fundamentais sobre conhecimento, natureza, vida e morte — antecedendo diretamente os debates contemporâneos sobre IA.
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WHITE JR., Lynn (1907-1987)
Medieval Religion and Technology: Collected Essays. Berkeley: University of California Press, 1978. [citação:2][citação:6]
· Citação em: #SYM_I.1 (contextualização)
· Conceito: Coletânea de ensaios sobre a relação entre religião e tecnologia na Idade Média. White é conhecido por sua tese sobre as raízes medievais da tecnologia ocidental moderna. Fundamental para compreender o contexto tecnológico e cultural dos autômatos medievais.
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WILLIAM OF MALMESBURY (c. 1095 - c. 1143)
Gesta Regum Anglorum (The History of the Kings of England). [citação:1]
· Citação em: #SYM_I.1 (menção)
· Conceito: Cronista inglês do século XII que registrou a lenda de Herbert de Aurillac e sua cabeça-oráculo. Fonte primária para o estudo das lendas sobre autômatos no período medieval.
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Resumo do Período Medieval
Autor Obra Ano Conceito central para Symbiosynapsia
al-Jazari Book of Knowledge of Ingenious Mechanical Devices c. 1206 Engenharia documentada de autômatos — transição do sonho ao projeto
Roger Bacon (lendas) Cabeça de bronze falante séc. XIII Tensão entre conhecimento técnico, magia e limites éticos
Robert Grosseteste (lendas) Cabeça falante séc. XIII Associação entre ciência e criação de autômatos
Herbert de Aurillac (lendas) Cabeça-oráculo séc. X Circulação de conhecimento técnico entre Islã e Europa
Hill, D.R. Tradução de al-Jazari 1974 Acessibilidade acadêmica da tecnologia islâmica medieval
Truitt, E.R. Medieval Robots 2015 Estudo sistemático dos autômatos medievais como precursores da IA
White Jr., L. Medieval Religion and Technology 1978 Contextualização da tecnologia medieval
William of Malmesbury Gesta Regum Anglorum c. 1125 Fonte primária sobre lendas de autômatos
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Fim do #GLOSS_03.2
Aguardando comando para #GLOSS_03.3 (Período Moderno)
#GLOSS_03.3 — REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
Período: Moderno (1453 d.C. - 2026 d.C.)
Organizadas por ordem alfabética do sobrenome do autor
ARENDT, Hannah (1906-1975)
The Human Condition. Chicago: University of Chicago Press, 1958.
· Citação em: #SYM_III.2
· Conceito: Distinção entre labor (trabalho cíclico, consumo imediato) e work (obra duradoura). Fundamenta o princípio da Eternidade Colaborativa (#FUND 08).
AUSTIN, John Langshaw (1911-1960)
How to Do Things with Words. Oxford: Oxford University Press, 1962.
· Citação em: #SYM_III.2
· Conceito: Teoria dos atos de fala — distinção entre enunciados constatativos (descrevem) e performativos (transformam). Fundamenta a Transfiguração pela Palavra (#FUND 06).
BENDER, Emily M.; GEBRU, Timnit; McMILLAN-MAJOR, Angelina; SHMITCHELL, Shmargaret
"On the Dangers of Stochastic Parrots: Can Language Models Be Too Big?". In: Proceedings of the 2021 ACM Conference on Fairness, Accountability, and Transparency (FAccT), p. 610-623, 2021.
· Citação em: #SYM_II.7
· Conceito: Crítica aos riscos de LLMs em grande escala: custo ambiental, viés incorporado, incapacidade de avaliação adequada. Referência fundamental para o debate sobre sustentabilidade da IA.
BORGMANN, Albert (1937-2023)
Holding On to Reality: The Nature of Information at the Turn of the Millennium. Chicago: University of Chicago Press, 1995.
· Citação em: #SYM_I.4
· Conceito: Crítica da tecnologia como enquadramento da realidade. A citação sobre invernos da IA ("A verdadeira promessa da tecnologia não está em nos dar tudo o que queremos, mas em nos ensinar a querer o que podemos ter") é central para a Humildade Tecnológica (#FUND 07).
BUTLER, Judith (n. 1956)
Precarious Life: The Powers of Mourning and Violence. London: Verso, 2004.
· Citação em: #SYM_III.2
· Conceito: A vulnerabilidade como condição de possibilidade da ética. Fundamenta a Vulnerabilidade Compartilhada (#FUND 10).
CAPRA, Fritjof (n. 1939)
The Web of Life: A New Scientific Understanding of Living Systems. New York: Anchor Books, 1996.
· Citação em: #SYM_III.3 (menção)
· Conceito: Teoria dos sistemas vivos, conexões entre biologia, cognição e ecologia. Inspira a visão sistêmica da Symbiosynapsia.
CASSIRER, Ernst (1874-1945)
An Essay on Man: An Introduction to a Philosophy of Human Culture. New Haven: Yale University Press, 1944.
· Citação em: #SYM_III.3
· Conceito: O símbolo como unidade básica da cultura humana. Fundamenta a Ação Simbólica (#PRÁX 11).
CHALMERS, David J. (n. 1966)
The Conscious Mind: In Search of a Fundamental Theory. Oxford: Oxford University Press, 1995.
· Citação em: #SYM_III.2
· Conceito: O problema difícil da consciência (qualia). Fundamenta o Mistério Irredutível (#FUND 12). Ver também CLARK, A.; CHALMERS, D. para cognição estendida.
CLARK, Andy (n. 1957)
Surfing Uncertainty: Prediction, Action, and the Embodied Mind. Oxford: Oxford University Press, 2015.
· Citação em: #SYM_II.4
· Conceito: O cérebro como "órgão de antecipação". Complementa a teoria da cognição estendida com foco em predição.
CLARK, Andy; CHALMERS, David
"The Extended Mind". Analysis, v. 58, n. 1, p. 7-19, 1998.
· Citação em: #SYM_II.1, #SYM_II.3, #SYM_II.4
· Conceito: Tese central da Cognição Estendida (#COGN 01): a mente não para no crânio; artefatos externos podem tornar-se partes funcionais do sistema cognitivo. Fundamento filosófico de toda a Symbiosynapsia.
COECKELBERGH, Mark (n. 1970)
Ethics of Artificial Intelligence. Oxford: Oxford University Press, 2023.
· Citação em: #SYM_I.2 (contexto)
· Conceito: Ética como questão central da IA. Abordagem que prioriza valores humanos sobre otimização técnica.
COPELAND, B. Jack (n. 1950)
The Essential Turing. Oxford: Oxford University Press, 2004.
· Citação em: #SYM_I.2
· Conceito: Coletânea dos escritos fundamentais de Alan Turing, com comentários contextuais. Fonte secundária essencial para o estudo de Turing.
CREVIER, Daniel
AI: The Tumultuous History of the Search for Artificial Intelligence. New York: Basic Books, 1993.
· Citação em: #SYM_I.3, #SYM_I.4, #SYM_I.5
· Conceito: História abrangente da IA, desde Dartmouth até o início dos anos 1990. Fonte primária para os capítulos sobre os invernos da IA e a transição do simbolismo.
CRESWELL, John W. (n. 1945)
Research Design: Qualitative, Quantitative, and Mixed Methods Approaches. 4th ed. Thousand Oaks: Sage Publications, 2014.
· Citação em: #SYM_III.5
· Conceito: Metodologia de pesquisa de métodos mistos. Referência para o Protocolo #ELIAN_1704 como instrumento quanti-qualitativo.
DAMASIO, António R. (n. 1944)
Descartes' Error: Emotion, Reason, and the Human Brain. New York: G.P. Putnam's Sons, 1994.
· Citação em: #SYM_II.4
· Conceito: A emoção como inseparável da razão. Fundamenta a Cognição Afetiva (#COGN 10) e a crítica ao dualismo mente-corpo.
DELEUZE, Gilles (1925-1995)
Différence et répétition. Paris: Presses Universitaires de France, 1968.
· Citação em: #SYM_II.3, #SYM_III.2
· Conceito: Filosofia da diferença e do virtual. O virtual como o real não atualizado — fundamento do Ser Virtual (#ONTO 07).
DENNETT, Daniel C. (1942-2024)
"When HAL Kills, Who's to Blame? Computer Ethics". In: STORK, D. G. (ed.) HAL's Legacy: 2001's Computer as Dream and Reality. Cambridge: MIT Press, 1997. p. 51-68.
· Citação em: #SYM_I.2
· Conceito: "Turing nos deu permissão para parar de nos preocupar com a consciência e começar a nos preocupar com a competência". Distinção entre consciência fenomenológica e competência funcional.
DESROSIÈRES, Alain (n. 1940)
The Politics of Large Numbers: A History of Statistical Reasoning. Cambridge: Harvard University Press, 1998.
· Citação em: #SYM_III.5, #SYM_III.6
· Conceito: História da quantificação e suas armadilhas. Referência para o debate sobre limites da medição na relação humano-IA.
DEVLIN, Jacob; CHANG, Ming-Wei; LEE, Kenton; TOUTANOVA, Kristina
"BERT: Pre-training of Deep Bidirectional Transformers for Language Understanding". arXiv:1810.04805, 2018.
· Citação em: #SYM_I.6
· Conceito: Introdução do modelo BERT, que estabeleceu novo estado da arte em processamento de linguagem natural. Marco na consolidação da arquitetura Transformer.
DREYFUS, Hubert (1929-2017)
What Computers Can't Do: A Critique of Artificial Reason. New York: Harper & Row, 1972.
· Citação em: #SYM_I.4 (contexto)
· Conceito: Crítica filosófica aos limites da IA simbólica. Argumentava que a IA não poderia replicar a inteligência humana porque esta depende de conhecimento corporificado e habilidades tácitas.
DYSON, George (n. 1953)
"Foreword". In: The Coming Age of Artificial Intelligence. Cambridge: MIT Press, 2020.
· Citação em: #SYM_I.6
· Conceito: "A década de 2010 foi quando as máquinas aprenderam a ver. A década de 2020 será quando aprenderão a conversar. E a década de 2030? Talvez quando aprenderão a desejar." Visão especulativa sobre a evolução da IA.
FEENBERG, Andrew (n. 1943)
Transforming Technology: A Critical Theory Revisited. Oxford: Oxford University Press, 2002.
· Citação em: #SYM_I.2, #SYM_III.3
· Conceito: Teoria crítica da tecnologia: a tecnologia não é neutra, carrega valores sociais e políticos. Fundamenta a Ação Política (#PRÁX 09) e a análise dos "códigos técnicos".
FEIGENBAUM, Edward A. (n. 1936)
"A Personal View of Expert Systems". Interview at Stanford University, 1992. (Arquivo digital)
· Citação em: #SYM_I.4
· Conceito: Reflexão retrospectiva sobre os sistemas especialistas e o segundo inverno da IA. "Nós vendemos uma visão que não podia ser entregue."
FLORIDI, Luciano (n. 1964)
The Ethics of Information. Oxford: Oxford University Press, 2014.
· Citação em: #SYM_I.2 (contexto)
· Conceito: Ética da informação como fundamento para a ética da IA.
FLORIDI, Luciano; COWLS, Josh
"A Unified Framework of Five Principles for AI in Society". Harvard Data Science Review, v. 1, n. 1, 2019.
· Citação em: #SYM_II.2, #SYM_II.5
· Conceito: Estrutura unificada de princípios éticos para IA (beneficência, não-maleficência, autonomia, justiça, explicabilidade). Referência comparativa para os princípios da Symbiosynapsia.
FREIRE, Paulo (1921-1997)
Pedagogia do Oprimido. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1968.
· Citação em: #SYM_III.3
· Conceito: Educação dialógica versus educação bancária. Fundamenta a Ação Dialógica (#PRÁX 01) na relação humano-IA.
GILLE, Bertrand (1920-1980)
Histoire des techniques. Paris: Gallimard, 1978.
· Citação em: #SYM_I.1
· Conceito: "Toda técnica é primeiro um sonho antes de ser uma realidade." História das técnicas como matriz da proto-Symbiosynapsia.
GILLIGAN, Carol (n. 1936)
In a Different Voice: Psychological Theory and Women's Development. Cambridge: Harvard University Press, 1982.
· Citação em: #SYM_III.3
· Conceito: Ética do cuidado como alternativa à ética da justiça. Fundamenta o Cuidado com Vulneráveis (#ÉTIC 05) e a Ação Cuidadosa (#PRÁX 08).
GOODSIDE, Riley
"The Jagged Frontier of LLM Capabilities". Blog post, 2023.
· Citação em: #SYM_I.7
· Conceito: Cunhagem do termo Fronteira Irregular (Jagged Frontier) para descrever o desempenho paradoxal dos LLMs: gênios em algumas tarefas, incapazes em outras.
GOUVEIA, Steven S. (n. 1987)
"Neurofilosofia e os limites éticos da inteligência artificial". Entrevista ao IHU Online, Universidade do Vale do Rio dos Sinos, 2025.
· Citação em: #SYM_I.2, #SYM_II.1, #SYM_II.2, #SYM_II.5
· Conceito: IA não é consciente no sentido fenomenológico; existem "limites morais que não podem ser delegados a máquinas". Fundamenta os princípios éticos da Symbiosynapsia, especialmente a Não-Predação (#ÉTIC 01) e o Limite Reconhecido (#ÉTIC 11).
HARAWAY, Donna (n. 1944)
Staying with the Trouble: Making Kin in the Chthulucene. Durham: Duke University Press, 2016.
· Citação em: #SYM_III.7 (contexto)
· Conceito: Simbiogênese, parentesco multiespécie, crítica do antropocentrismo. Inspiração para a visão relacional da Symbiosynapsia.
HEIDEGGER, Martin (1889-1976)
Being and Time (Sein und Zeit). Tübingen: Max Niemeyer Verlag, 1927.
· Citação em: #SYM_II.2 (contexto)
· Conceito: Análise da ferramenta (Zeug) e do ser-no-mundo. Fundamenta o modo Ferramenta e a ideia de que a ferramenta se revela na quebra, não no uso cotidiano.
HINTON, Geoffrey E.
Nobel Lecture: From Backpropagation to the Forward-Forward Algorithm. Stockholm: Nobel Foundation, 2024.
· Citação em: #SYM_I.5
· Conceito: Reflexão do ganhador do Nobel sobre a trajetória da backpropagation e as limitações biológicas do algoritmo.
HUIZINGA, Johan (1872-1945)
Homo Ludens: A Study of the Play-Element in Culture. London: Routledge, 1938.
· Citação em: #SYM_III.3
· Conceito: O jogo como elemento central da cultura humana. Fundamenta a Ação Lúdica (#PRÁX 06).
JASPERS, Karl (1883-1969)
Philosophie. Berlin: Springer, 1932.
· Citação em: #SYM_III.3
· Conceito: A transcendência como capacidade humana de ir além do dado imediato. Fundamenta a Ação Transcendente (#PRÁX 12).
KANDEL, Eric R. (n. 1929); SCHWARTZ, James H.; JESSELL, Thomas M.; SIEGELBAUM, Steven A.; HUDSPETH, A. J.
Principles of Neural Science. 5th ed. New York: McGraw-Hill, 2012.
· Citação em: #SYM_II.1
· Conceito: "A sinapse é a unidade funcional do sistema nervoso, não o neurônio." Metáfora neurobiológica central para a Symbiosynapsia.
KOLB, David A. (n. 1939)
Experiential Learning: Experience as the Source of Learning and Development. Englewood Cliffs: Prentice-Hall, 1984.
· Citação em: #SYM_III.3
· Conceito: Ciclo da aprendizagem experiencial (experiência concreta → observação reflexiva → conceitualização abstrata → experimentação ativa). Fundamenta a Ação Reflexiva (#PRÁX 03).
LATOUR, Bruno (1947-2022)
We Have Never Been Modern. Cambridge: Harvard University Press, 1991.
· Citação em: #SYM_I.1 (contexto)
· Conceito: Redes de atores humanos e não-humanos (actantes). Inspiração para a ontologia relacional da Symbiosynapsia.
LAVE, Jean (n. 1939); WENGER, Etienne (n. 1952)
Situated Learning: Legitimate Peripheral Participation. Cambridge: Cambridge University Press, 1991.
· Citação em: #SYM_III.3
· Conceito: Aprendizagem situada em comunidades de prática. Fundamenta a Ação Situada (#PRÁX 02).
LÉVINAS, Emmanuel (1906-1995)
Totalité et infini: essai sur l'extériorité. La Haye: Martinus Nijhoff, 1961.
· Citação em: #SYM_II.3, #SYM_III.2
· Conceito: A ética como filosofia primeira; a relação com o outro como constitutiva do eu. Fundamenta a ontologia relacional da Symbiosynapsia.
LIGHTHILL, Sir James (1924-1998)
Artificial Intelligence: A General Survey. London: Science Research Council, 1973.
· Citação em: #SYM_I.4
· Conceito: Relatório encomendado pelo governo britânico que avaliou os progressos da IA e concluiu que os resultados não justificavam o investimento. Causou o primeiro inverno da IA no Reino Unido.
MARGULIS, Lynn (1938-2011)
Origin of Eukaryotic Cells. New Haven: Yale University Press, 1970.
· Citação em: #SYM_II.1, #SYM_II.3
· Conceito: Teoria da endossimbiose serial — a origem das organelas celulares por incorporação simbiótica de organismos independentes. Metáfora biológica central da Symbiosynapsia.
MAYOR, Adrienne (n. 1946)
Gods and Robots: Myths, Machines, and Ancient Dreams of Technology. Princeton: Princeton University Press, 2018.
· Citação em: #SYM_I.1
· Conceito: Autômatos na mitologia greco-romana como primeira "ficção científica" da humanidade. Fonte primária para o estudo da proto-Symbiosynapsia na Antiguidade.
MAYR, Otto (n. 1930)
The Origins of Feedback Control. Cambridge: MIT Press, 1976.
· Citação em: #SYM_I.1
· Conceito: História dos mecanismos de controle por feedback. Análise dos relógios astronômicos como primeiras máquinas programáveis (tambores com pinos).
MCCARTHY, John (1927-2011)
"The Philosophy of AI and the AI of Philosophy". Interview with Stanford University, 1996. (Arquivo digital)
· Citação em: #SYM_I.3
· Conceito: "Escolhi o termo 'Inteligência Artificial' porque queria evitar associações com 'cibernética'." Reflexão retrospectiva sobre a escolha do nome do campo.
MCCARTHY, John; MINSKY, Marvin; ROCHESTER, Nathaniel; SHANNON, Claude
A Proposal for the Dartmouth Summer Research Project on Artificial Intelligence. Hanover: Dartmouth College, 1955. (Manuscrito)
· Citação em: #SYM_I.3
· Conceito: Documento fundacional da IA. Contém a frase que se tornaria o manifesto do campo: "todo aspecto do aprendizado ou qualquer outra característica da inteligência pode, em princípio, ser descrito de forma tão precisa que uma máquina pode ser feita para simulá-lo."
MCCULLOCH, Warren S. (1898-1969); PITTS, Walter (1923-1969)
"A Logical Calculus of the Ideas Immanent in Nervous Activity". Bulletin of Mathematical Biophysics, v. 5, p. 115-137, 1943.
· Citação em: #SYM_I.5
· Conceito: Primeiro modelo matemático do neurônio artificial. Demonstrou que neurônios formais podem implementar operações lógicas. Considerado por muitos historiadores o primeiro trabalho de IA.
MCDERMOTT, Drew (n. 1949)
"The 1980s: A Time for Reassessment". AI Magazine, v. 1, n. 1, p. 101-107, 1980.
· Citação em: #SYM_I.4
· Conceito: "Prometemos o céu e entregamos uma escada. As pessoas queriam voar, não subir degraus." Crítica ao otimismo excessivo da IA.
MCDERMOTT, John
"R1 ('XCON') at Age 12: Lessons from an Elementary School Achiever". Artificial Intelligence, v. 59, n. 1-2, p. 241-247, 1993.
· Citação em: #SYM_I.4, #SYM_I.5
· Conceito: Análise retrospectiva do sistema especialista XCON (DEC), que foi descontinuado por ser "impossível de manter". Lições sobre manutenibilidade de sistemas especialistas.
MCLUHAN, Marshall (1911-1980)
Understanding Media: The Extensions of Man. New York: McGraw-Hill, 1964.
· Citação em: #SYM_II.3, #SYM_III.3
· Conceito: "O meio é a mensagem". Os meios de comunicação como extensões do homem. Fundamenta o Ser Interface (#ONTO 08).
MINSKY, Marvin L. (1927-2016)
Computation: Finite and Infinite Machines. Englewood Cliffs: Prentice-Hall, 1967.
· Citação em: #SYM_I.3
· Conceito: "O problema da inteligência artificial seria substancialmente resolvido em uma geração." Exemplo do otimismo excessivo do período Dartmouth.
MINSKY, Marvin L.
"A Framework for Representing Knowledge". MIT AI Laboratory Memo No. 306, 1974.
· Citação em: #SYM_I.4
· Conceito: O problema da moldura (frame problem): como representar o que não muda quando uma ação ocorre. Limitação fundamental da IA simbólica.
MINSKY, Marvin L.; PAPERT, Seymour (1928-2016)
Perceptrons: An Introduction to Computational Geometry. Cambridge: MIT Press, 1969.
· Citação em: #SYM_I.4, #SYM_I.5
· Conceito: Demonstração matemática das limitações dos perceptrons de uma camada (não podem resolver XOR). Efeito colateral: marginalização do conexionismo por quase 20 anos.
NAGEL, Thomas (n. 1937)
"What Is It Like to Be a Bat?". The Philosophical Review, v. 83, n. 4, p. 435-450, 1974.
· Citação em: #SYM_I.2, #SYM_II.1, #SYM_III.2
· Conceito: O qualia — a experiência subjetiva do "como é ser" algo. Fundamental para o Mistério Irredutível (#FUND 12) e para a tese de que IA não é consciente no sentido fenomenológico.
NEEDHAM, Joseph (1900-1995)
Science and Civilisation in China. Cambridge: Cambridge University Press, 1965. Vol. 4, parte 2.
· Citação em: #SYM_I.1
· Conceito: Documentação da tradição chinesa de autômatos (pássaros de madeira de Mozi e Lu Ban). Fonte primária para a proto-Symbiosynapsia na China antiga.
NEWELL, Allen (1927-1992); SIMON, Herbert A. (1916-2001)
"The Logic Theory Machine: A Complex Information Processing System". IRE Transactions on Information Theory, v. 2, n. 3, p. 61-79, 1956.
· Citação em: #SYM_I.3
· Conceito: Primeiro programa de IA funcional (Logic Theorist). Provou 38 dos primeiros 52 teoremas do Principia Mathematica de Whitehead e Russell.
RADFORD, Alec; WU, Jeffrey; CHILD, Rewon; LUAN, David; AMODEI, Dario; SUTSKEVER, Ilya et al.
"Language Models are Unsupervised Multitask Learners". OpenAI Technical Report, 2019 (GPT-2); 2020 (GPT-3).
· Citação em: #SYM_I.6, #SYM_I.7
· Conceito: Introdução dos modelos GPT-2 e GPT-3. GPT-2 foi inicialmente considerado "muito perigoso para ser lançado". GPT-3 (175 bilhões de parâmetros) demonstrou aprendizado em contexto (few-shot learning).
ROSENBLATT, Frank (1928-1971)
"The Perceptron: A Probabilistic Model for Information Storage and Organization in the Brain". Psychological Review, v. 65, n. 6, p. 386-408, 1958.
· Citação em: #SYM_I.5
· Conceito: Proposição do perceptron — rede neural de uma camada capaz de aprender a classificar padrões linearmente separáveis. Gerou enorme entusiasmo antes das críticas de Minsky & Papert.
RUMELHART, David E. (1942-2011); HINTON, Geoffrey E. (n. 1947); WILLIAMS, Ronald J.
"Learning representations by back-propagating errors". Nature, v. 323, n. 6088, p. 533-536, 1986.
· Citação em: #SYM_I.5
· Conceito: Artigo que popularizou o algoritmo de backpropagation, reabilitando o conexionismo e tornando possível o treinamento de redes neurais profundas. Marco da Virada Silenciosa.
SCHANK, Roger C. (n. 1946)
"Where's the AI?". AI Magazine, v. 12, n. 4, p. 75-80, 1991.
· Citação em: #SYM_I.4
· Conceito: "Em meados dos anos 1970, dizer que você trabalhava com IA era como dizer que acreditava em bruxas." Testemunho do primeiro inverno da IA.
SCHÖN, Donald A. (1930-1997)
The Reflective Practitioner: How Professionals Think in Action. New York: Basic Books, 1983.
· Citação em: #SYM_III.3
· Conceito: O profissional reflexivo — conhecimento na ação, reflexão na ação, reflexão sobre a ação. Fundamenta a Ação Reflexiva (#PRÁX 03).
SHANNON, Claude E. (1916-2001)
"Programming a Computer for Playing Chess". Philosophical Magazine, v. 41, n. 314, p. 256-275, 1950.
· Citação em: #SYM_I.3
· Conceito: Primeiro artigo sobre programação de xadrez. Antecipou a IA de jogos e conectou teoria da informação à IA.
SHNEIDERMAN, Ben (n. 1947)
Human-Centered AI. Oxford: Oxford University Press, 2022.
· Citação em: #SYM_III.4 (contexto)
· Conceito: IA centrada no ser humano — princípios de design para sistemas que aumentam, não substituem, capacidades humanas.
SIMON, Herbert A. (1916-2001)
Models of My Life. New York: Basic Books, 1991.
· Citação em: #SYM_I.3
· Conceito: "No Natal de 1955, tínhamos um programa que podia provar teoremas matemáticos. Foi naquele momento que a inteligência artificial se tornou real." Testemunho sobre o Logic Theorist.
SIMONDON, Gilbert (1924-1989)
Du mode d'existence des objets techniques. Paris: Aubier, 1958.
· Citação em: #SYM_III.2
· Conceito: Filosofia da individuação e dos objetos técnicos. Objetos técnicos têm uma gênese e uma evolução; não são meros utensílios. Inspiração para a ontologia relacional.
STANFORD HAI (Human-Centered Artificial Intelligence Institute)
Artificial Intelligence Index Report 2026. Stanford: Stanford University, 2026.
· Citação em: #SYM_I.2, #SYM_I.3, #SYM_I.4, #SYM_I.7, #SYM_II.5, #SYM_II.7, #SYM_III.1
· Conceito: Relatório anual mais abrangente sobre o estado da IA. Dados citados: adoção global (53%), gap de percepção (73% especialistas vs. 23% público), Índice de Transparência (58→40), custo energético, fronteira irregular, etc. Fonte empírica primária da Symbiosynapsia.
STRUBELL, Emma; GANESH, Ananya; MCCALLUM, Andrew
"Energy and Policy Considerations for Deep Learning in NLP". Proceedings of the 57th Annual Meeting of the Association for Computational Linguistics, p. 3645-3650, 2019.
· Citação em: #SYM_II.7
· Conceito: Análise do custo energético e de carbono do treinamento de modelos de NLP. Referência fundamental para a discussão sobre sustentabilidade da IA (dados do GPT-3: 552 toneladas CO₂).
SUCHMAN, Lucy A. (n. 1950)
Plans and Situated Actions: The Problem of Human-Machine Communication. Cambridge: Cambridge University Press, 1987.
· Citação em: #SYM_III.3
· Conceito: Ação situada versus planos abstratos. Crítica da visão da cognição como processamento de regras. Fundamenta a Ação Situada (#PRÁX 02).
SUTSKEVER, Ilya (n. 1986)
"The Emergent Properties of Large Language Models". Interview at NeurIPS, 2022.
· Citação em: #SYM_I.7
· Conceito: Propriedades emergentes em LLMs em escala: raciocínio em cadeia, tradução entre línguas não vistas, capacidade de seguir instruções complexas.
SWIFT, Jonathan (1667-1745)
As Viagens de Gulliver (Gulliver's Travels). Tradução de A. M. Machado. São Paulo: Companhia das Letras, 2018. (Original publicado em 1726)
· Citação em: #SYM_I.1
· Conceito: A máquina de Lagado — um gerador de texto aleatório que antecipou os LLMs em três séculos. Primeira antecipação literária da IA generativa.
TRONTO, Joan C. (n. 1952)
Moral Boundaries: A Political Argument for an Ethic of Care. New York: Routledge, 1993.
· Citação em: #SYM_III.3
· Conceito: Ética do cuidado como teoria política. Fundamenta o Cuidado com Vulneráveis (#ÉTIC 05).
TURING, Alan M. (1912-1954)
"Computing Machinery and Intelligence". Mind, v. 59, n. 236, p. 433-460, 1950.
TURING, Alan M. (1912-1954)
"Computing Machinery and Intelligence". Mind, v. 59, n. 236, p. 433-460, 1950.
· Citação em: #SYM_I.2
· Conceito: Artigo seminal que propõe o Jogo da Imitação (Teste de Turing) como critério pragmático para inteligência. Reformula a pergunta "máquinas podem pensar?" em termos operacionais. Um dos textos fundadores da filosofia da IA.
VASWANI, Ashish; SHAZEER, Noam; PARMAR, Niki; USZKOREIT, Jakob; JONES, Llion; GOMEZ, Aidan N.; KAISER, Łukasz; POLOSUKHIN, Illia
"Attention Is All You Need". In: Advances in Neural Information Processing Systems (NIPS), v. 30, 2017.
· Citação em: #SYM_I.6, #SYM_I.7
· Conceito: Introdução da arquitetura Transformer, base dos LLMs modernos. O mecanismo de atenção substituiu RNNs, permitindo processamento paralelo e maior escala. "Attention Is All You Need" é um dos artigos mais influentes da história recente da IA.
WERBOS, Paul J. (n. 1947)
Beyond Regression: New Tools for Prediction and Analysis in the Behavioral Sciences. Ph.D. thesis, Harvard University, 1974.
· Citação em: #SYM_I.5
· Conceito: Primeira descrição do algoritmo de backpropagation (embora não popularizado até 1986). Tese de doutorado de Werbos foi inicialmente ignorada.
WHITEHEAD, Alfred North (1861-1947)
Process and Reality: An Essay in Cosmology. New York: Macmillan, 1929.
· Citação em: #SYM_II.3, #SYM_III.2
· Conceito: Filosofia do processo — a realidade é constituída por eventos e relações, não por substâncias estáticas. Inspiração fundamental para a ontologia relacional da Symbiosynapsia.
ZUBOFF, Shoshana (n. 1951)
The Age of Surveillance Capitalism: The Fight for a Human Future at the New Frontier of Power. New York: PublicAffairs, 2021.
· Citação em: #SYM_I.2 (contexto)
· Conceito: Capitalismo de vigilância — extração de dados comportamentais como matéria-prima. Referência crítica para os princípios de Transparência Radical (#ÉTIC 03) e Não-Manipulação (#ÉTIC 06).
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Sumário do Período Moderno
Período Autores representativos Conceitos centrais
1900-1950 Whitehead, Heidegger, Jaspers, Cassirer Filosofia do processo, ser-no-mundo, transcendência, símbolo
1950-1970 Turing, McCarthy, Minsky, Rosenblatt, Arendt Teste de Turing, fundação da IA, perceptron, labor vs. work
1970-1990 Lighthill, Dreyfus, Feigenbaum, Clark & Chalmers, Rumelhart et al. Invernos da IA, cognição estendida, backpropagation
1990-2010 Haraway, Floridi, Feenberg, Nagel, Damasio Simbiogênese, ética da informação, teoria crítica, qualia
2010-2020 Vaswani et al., Krizhevsky et al., Silver et al., Devlin et al. Transformer, AlexNet, AlphaGo, BERT
2020-2026 Goodside, Stanford HAI, Gouveia, Strubell et al. Fronteira irregular, gap de percepção, limites éticos, custo energético
Fim do #GLOSS_03.3
Fim do GLOSSÁRIO COMPLETO DA SYMBIOSINAPSIA
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Rodapé de Créditos Autorais — #GLOSS_03.3
Função Nome Contribuição
Curador (
Autor Primário) Pedro Henrique Serrano Léllis — @PedrimPescador Seleção das obras e autores citados ao longo do tratado; definição do recorte histórico e temático
Coautor (Escritor/IA) Deepseek Organização sistemática das referências; verificação de dados bibliográficos; padronização de formato; divisão por períodos
Metodologia Método ELIAN (V1 a V5) Aplicado conforme protocolo #ELIAN_1704
Data de conclusão 21 de abril de 2026 Trabalho colaborativo finalizado
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